sábado, 1 de outubro de 2011

LP_Pet Hotel - Pets e o transporte aéreo

No início do mês de setembro nós do Little Pets, junto com todos os proprietários de animais, ficamos revoltados com o que ocorreu ao cãozinho da raça pug, de nome Santiago, que acabou vindo a óbito após ficar mais de 8 horas preso dentro do compartimento de carga de um avião da empresa Gol, por conta de um atraso de um vôo que foi de São Paulo, Capital para Espírito Santo. Ele ficou sem água e sem ração, além de sofrer todos os tipos de intenpéries do compartimento de carga do avião (não há despressurização adequada e muito menos ar condicionado, por isso é uma área em que não se pode adentrar quando o avião está no ar). Fora o fato de ser cobrado caro e o dono ter que arcar também com a despesa da caixa de transporte.

Num outro extremo dessa empresa e de outras tantas, está a possibilidade de um pet que possa ir no colo de um de seus proprietários (não pode passar mais de 5-6 kg de peso, portanto), onde pode ir junto de seu dono, desde que sejam pagas 2 poltronas da 1ª classe (a do pet e a de seu proprietário), sendo que na verdade será utilizada apenas uma poltrona, visto que o animalzinho não pode sair de cima do colo de seu dono.

Com isso dito, o pet hotel encontrou um exemplo real de respeito aos animais em viagens aéreas e gostaria de mostrar para todas as empresas aéreas nacionais o que é consideração aos animais e evolução, visto que são seres vivos, não apenas volumes de bagagem:  o Avião Pet.
Colocação das caixas de transporte, que são retiradas para higienização a cada vôo.
Uma empresa aérea norte americana planejou e adaptou aviões modelos Beechcraft 1900, retirando as poltronas e colocando em seu lugar, caixas de trasporte pet (exclusivas da companhia aérea), colocadas de forma prática e cômoda para se ter acesso por todo o percurso, visto que junto com os animais, as únicas pessoas que podem estar nos aviões são as comissárias de bordo, treinadas para lidar com os animais (cães e gatos) e que oferecem por todo o percurso da viagem água e ração a cada 15 minutos. Exagero? O Pet Hotel não acha. Pois é um meio de interagir e distrair os animais durante o tempo necessário, sem a necessidade de sedativos.

No lugar de poltronas, as caixas de transporte (da empresa aérea) colocadas de forma segura.
E os cuidados não começam só nisso, não. As passagens são vendidas inclusive pela internet, sendo acessíveis e de acordo com a distância. Os preços variam de 200 a 500 Reais (US$100 a US$250), o que está entre os valores cobrados pelas companhias aéreas brasileiras para o transporte do animal no compartimento de carga sem estas oferecerem as caixas de transporte.
Os proprietários devem só ter em mãos o resultado de exame de sangue (hemograma completo) e de fezes, a carteira de vacinação do animal com as vacinas em dia   e um atestado do veterinário do animal dizendo que está tudo em ordem com ele.
Com isso em ordem, basta chegar no aeroporto no dia da viagem para fazer o  check in, onde há um exclusivo "Pet Lounge" só para os cães e gatos. O proprietário pode deixar o animal na coleira até a hora do embarque, quando ele é colocado numa caixa de transporte com água e algum objeto do dono, para o pet sentir o cheiro de seu proprietário (uma camisa velha e usada, por exemplo). Tudo isso é feito para se evitar ao máximo o estresse do pet e ele não se sentir abandonado.
O Check in é feito com o animalzinho solto, só com a guia.
O animalzinho vai para o embarque sem qualquer estresse.
Embora o proprietário não possa entrar nos pet aviões, pode acompanhar todo o percurso da viagem pela internet ou por mensagem de texto em seu celular. Pela internet, ele acompanha em tempo real a imagem de câmeras instaladas por toda aeronave.
Antes da viagem, a posição das caixas é revisada.
E quando chega em seu destino, os funcionários do avião levam pessoalmente o animal dentro da caixa trasnporte até as mãos do dono do animal. Sem esteiras de carga ou qualquer intermediário.
Os pets são tratados com o respeito que merecem. Cãozinho esperando o embarque.
E ainda outro detalhe: no caso do pet ser muito agitado ou latir muito ao ficar sozinho, o proprietário deve informar a companhia no ato da compra da passagem para ter uma atenção extra, já que a companhia aérea não permite que o animal seja sedado ou tome qualquer medicamento tranquilizante.

Até o piloto interage com o animal. Isso sim, é respeito.
Cuidados especiais para clientes mais que especiais.
A Pet Airways atua em nove aeroportos nos Estados Unidos, mas vem ganhando cada vez mais espaço. Uma curiosidade que o LP_Pet Hotel mostra e espera que um dia alguma companhia aérea brasileira possa tomar essa iniciativa e permitir respeito aos nossos melhores amigos, cães e gatos e de forma acessível a todas as pessoas que precisem levar seu pet consigo seja numa viagem a passeio ou para uma mudança de casa. Independente da situação, os animais devem e merecem receber prioridade nesses casos.





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