quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Pet Hotel falando sobre - Raiva e a importância da vacinação anti-rábica


Que Agosto é chamado "mês do desgosto", muitos sabem . Há quem o chame de "mês do chocolate",  talvez pelo friozinho... para nos convidarmos a tomar um chocolate quente, quem sabe? Mas tirando a rima e uma boa desculpa para nos aquecermos, tem um assunto muito sério. A raiva  e a razão de haver campanha anti-rábica em todas as cidades do país.

 A raiva é uma doença viral, considerada zoonose (doença que animais transmitem ao ser humano), caracterizada como uma encefalite progressiva aguda e letal e praticamente incurável. Todos os mamíferos são suscetíveis ao vírus da raiva e, portanto, podem transmiti-la. A doença apresenta dois principais ciclos de transmissão: urbano e silvestre, sendo o urbano passível de eliminação, por se dispor de medidas eficientes de prevenção, tanto em relação ao ser humano (vacinação preventiva ou em caso de mordedura por animal suspeito de ter a doença e a pessoa não se lembrar de estar com a vacina em dia, deve tomar o soro), quanto à fonte de infecção (que pode ou não, dependendo da espécie, desenvolver a doença, mas também depende da vacina, no caso de cães e gatos).

O vírus rábico pode infectar todos os mamíferos. Didaticamente podemos dividir a doença em ciclos de transmissão conforme os principais reservatórios (organismos que apresentam o vírus em seu sangue e que de algum modo o transmitem) da raiva encontrados no Brasil, a seguir:

– ciclo aéreo, que envolve os morcegos hematófagos e não hematófagos (quirópteros);

– ciclo rural, representado pelos animais de produção (bovinos, equinos, ovinos, caprinos, bubalinos);

– ciclo urbano, relacionado aos cães e gatos;

– ciclo silvestre terrestre, que engloba os sagüis, cachorros do mato, raposas, guaxinim, macacos entre outros animais selvagens.
A transmissão da raiva se dá pela entrada do vírus contido na saliva do animal infectado, principalmente pela mordedura, arranhadura ou lambedura de mucosas ou feridas. O vírus penetra no organismo, multiplica-se no ponto de inoculação, atinge o sistema nervoso periférico e, posteriormente, o sistema nervoso central (sentido centrifugo - da periferia para o cérebro). A partir daí, dissemina-se para vários órgãos e glândulas salivares, onde também se replica (sentido centrípeto - do sistema nervoso para as regiões periféricas) e é eliminado pela saliva das pessoas ou animais enfermos.

Existe, na literatura, o relato de oito casos de transmissão inter-humana por meio de transplante de córnea. Nos Estados Unidos, em 2004, foram registrados quatro casos de raiva humana referentes a indivíduos que receberam órgãos doados (fígado, dois rins e artéria ilíaca) de um indivíduo que morreu por infecção pelo vírus da raiva. O mesmo ocorreu na Alemanha, em 2005, com três indivíduos após transplante de órgãos (pulmão, rim e pâncreas) de um indivíduo que faleceu devido àquela infecção. Em ambos os países, os doadores dos órgãos não tiveram suspeita diagnóstica de raiva. Possibilidade remota de transmissão sexual, respiratória, digestiva (em animais) e vertical também são relatadas. Pelo menos nisso, o Brasil está melhor em relação ao resto do mundo. Antes de qualquer coisa a nível de doação de órgãos, há uma pesquisa minuciosa sobre possíveis doenças no doador.

O período de incubação da raiva varia muito: desde dias até anos, com uma média de 45 dias, no homem, e de 10 dias a 2 meses, no cão. Em crianças, existe a tendência para um período de incubação menor que no indivíduo adulto, visto a proporção de seu tamanho em relação ao indivíduo adulto. O período de incubação está diretamente relacionado a:

- localização, extensão, quantidade e profundidade dos ferimentos causados pelas mordeduras ou arranhaduras.

- lambedura ou contato com a saliva de animais infectados;

- distância entre o local do ferimento, o cérebro e troncos nervosos;
- concentração de partículas virais inoculadas e cepa viral (vírus mais ou menos capaz de transmitir a doença). 

Nos cães e gatos, a eliminação de vírus pela saliva ocorre de 2 a 5 dias antes do aparecimento dos sinais clínicos, persistindo durante toda a evolução da doença. A morte do animal acontece, em média entre 5 a 7 dias após a apresentação dos sintomas. Em relação aos animais silvestres, há poucos estudos sobre o período de capacidade de transmissão, que pode variar de acordo com a espécie. Por exemplo, especificamente os quirópteros (morcegos) podem albergar o vírus por longo período, sem qualquer sintoma aparente.
Todos os mamíferos são suscetíveis à infecção pelo vírus da raiva. A imunidade é conferida por meio de vacinação, acompanhada ou não por soro; dessa maneira, pessoas que se expuseram a animais suspeitos de raiva devem receber o esquema profilático, assim como indivíduos que, em função de suas profissões, se mantêm constantemente expostos. Cães e gatos também devem receber a vacina anti-rábica pois é o único modo de evitar que sejam expostos ao vírus.

Ano passado,  houve muitos casos de morte de cães vacinados na campanha de vacinação na cidade de São Paulo. Nada foi definido sobre ter sido vacina de procedência duvidosa, contaminada ou qualquer outro motivo. Por isso, na dúvida, leve seu pet ao veterinário e faça a vacina anti-rábica, além das demais vacinas contra doenças próprias dos animais. Afinal, seu amor ao seu bichinho começa com cuidados como o de permitir sua vacinação.

Para quem é de Cotia ou região próxima, o LP_Pet Hotel oferece o serviço de vacinação a domicílio, lembrando apenas, por favor, agende o seu horário para não esperar demais no dia em que for solicitar o serviço em sua casa.

Com todo esse cuidado, seu pet agradecerá com muito carinho e sorriso. Isso não é maravilhoso?

Nenhum comentário:

Postar um comentário